Estranhamente no dia em que parti do Porto rumo a Benghazi, senti uma sensação muito próxima daquela que sentimos quando partimos de férias para destinos mais arrojados. A escala de cerca de dez horas em Roma intensificaram este sentimento, foi bom revisitar zonas da cidade que há cerca de uma década percorri (como é possível!?), numa fabulosa viagem de carro desde a Guarda onde esta cidade, assim como Florença, Rimini e Veneza foram alvos de visita.
Fontana di Trevi
Colosseo
Findo o período de visita a Roma que me foi amavelmente oferecido (Obrigado nuvem de poeiras, sejam estas do vulcão ou dos reanimados cachecóis vermelhos), foi tempo de ingressar outra vez no espaço internacional, logo após chegar à porta H19, os meus sentidos confirmaram num ápice aquilo que a minha mente teve meses para assimilar. O meu dia-a-dia iria mudar! Muitas foram as pessoas que os meus olhos percorreram, identificando as semelhanças nas vestimentas das mulheres, observando os traços característicos dos homens que aguardavam. Os sons que se ouviam, não mais me pareciam que um trautear de uma música, quando nela desconhecemos a sua letra.
Acabado de aterrar em Tripoli, ainda na manga de ligação do avião - aeroporto, deparei-me com uma fotografia gigante com o mais importante rosto da Líbia. Após uma longa espera, a minha enorme e amarfanhada mala lá apareceu, vinda não sei bem como. Tarefa feita por um sistema muito antiquado, que não destoava do cenário do restante edifício. Dirigi-me ao exterior, ao atravessar a zona de espera, um homem aguardava-me com uma desnecessária placa, de imediato se dirigiu a mim, mostrou o logotipo da empresa e lá seguimos. Ainda tentei falar mas a comunicação não era tarefa fácil, não houve uma língua comum. Visto isto, a taciturna viagem até ao hotel foi acompanhada por orações transmitidas por alguma rádio local. Despachado no hotel, recebi o bilhete da viagem do dia seguinte, comi um pãozinho com queijo e tomate (bem bom) e dormi à pressa .
Chegado a Benghazi a história repetiu-se, outra vez um homem, uma placa e as orações durante a viagem!
Passado ainda muito pouco tempo, e na condição de desconhecedor, posso só dizer que estou a gostar. Até ao momento tudo está a correr bem, gostei das pessoas (na maioria são brasileiros), as instalações também são boas. Da cidade que ainda pouco conheci, já vos posso dizer que é bastante desorganizada, andar no trânsito é experiência que me proporciona mais adrenalina que o rafting (miúdos com 10 anos a conduzir não é coisa inédita). As construções a meio são em maior número do que as perfeitamente concluídas, e é curioso que o número de parabólicas compete com o número de habitações. Em relação ao trabalho (eheh), hummm em relação a isso darei novidades numa outra altura pois essa actividade só começará amanhã.
Quarto
Vista da Cidade